terça-feira, 19 de agosto de 2008

Carbolitem!


Hoje, resolvi dar uma “carbolitada”. Há tempos deixei de entrar aqui no blog, de escrever. Tentei me esquecer. Tentei deixar para trás algo que realmente me importava. Talvez seja um defeito meu – esquecer tudo que eu gosto, para a dor da perda não ser tão dolorosa – pura e cretina bobagem. Só tenho a agradecer: Menina do cabelo bonito, foi você que me fez acordar de novo.


Se preocupam demais. Correm demais, se apressam demais. Brigam por coisas fúteis, levam uma vida fútil. Rezam pouco, se esquecem de sorrir...
Comem de menos, se divertem de menos, saem de menos, vivem rotineiramente demais. Esquecem de sonhos, negam seus atos, fogem das consequências.
Inventaram a fórmula da juventude, mas não conseguiram acabar com a pobreza. Quebraram o átomo, mas não o preconceito. Foram até a lua, mas não foram capazes de entender a maldade dos seres humanos. Pensam demais, se esquecem de fazer o bem.
É tudo tão simples, mas parece ser esquecido pelas possibilidades infinitas de modernidade – Sim essa mesma modernidade, que foi inventada para deixar tudo mais fácil e ágil – é tudo tão humano, se em vez de ser tocado por máquinas, ser tocado por carne.
Inventaram substâncias que trazem felicidade por 15 segundos, mas não inventaram uma boa desculpa para uma mãe que perde seu filho devido as mesmas.
Quando você se descobre diferente dos outros, acaba se sentindo assim. Meio escroto, meio tonto, meio diferente. Porque quando metade do mundo é escroto, você acaba passando metade da sua vida sozinho, ou pensando no porquê de não se encaixar nas questões à cima.
Se preocupam demais com a vida alheia. Houve um tempo, em que me ocupava demais com tudo isso. Bobagem. Há três coisas na vida inevitáveis: Obstáculos, possibilidades, felicidade.
Obstáculos aparecem de monte, mas só driblando-os você terá todas as oportunidades na sua frente. Felicidade não se acha em pote de ouro, não se compra, não se vende, não doa. Muitos dizem que ou você tem, ou não tem. Mas acho mesmo, que de todas as invenções mirabolantes, esta é a única que não será inventada. Até porquê, felicidade não se tem, felicidade se conquista.
Carbolitem sua vida, sejam felizes!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Cerveja, distancia e um pouquinho do acaso...

Então eu resolvi abrir o meu livro de historinhas de fadas e fossas, pra ver se achava alguma coisa me lembrasse de você, e que ao mesmo tempo me fizesse te esquecer. Porque é quando eu me remexo, pulo pro alto, que escuto o meu coração bater na boca, no estômago e nas costas. Ele resolveu sair do lugar e tentar te procurar, porque é tão chato ficar parado lá, só batendo...
O fato é que por mais que procure, não encontro em nenhum lugar algo que pareça com a gente. Na verdade, não sei nem por onde começar, já que as minhas saídas ficaram escuras depois que você resolveu dar meia volta e voltar para sua vidinha boêmia de estudante pé de chinelo republicano de universidade federal, que vende o almoço pra comprar a cerveja.
Desisti. Não vou mais uma vez colocar um chapéu de peão na cabeça e gritar pra você me ver. Não quero. Mas eu te quero tanto, como se o meu desejo de ter você perto de mim você tão grande a ponto de raxar minhas mãos, de tanto que eu torço pra você andar em minha direção mais uma vez. Assim, só por um acaso mesmo. Aquele mesmo acaso que me fez ficar de frente pra você, e achar que o mundo não valia mais nada perto de quem estava parado me abraçando.
Eu desisto todos os dias de você, porque deve ser tão cansativo fazer parte do seu mundo lotado de felicidade e alegria radiante. Enquanto me mato para ser um tiquinho que seja feliz, você contamina o ar com a sua risada que faz os meus olhos brilharem, e meu cérebro parar pra pensar que uma vez na vida, queria fazer parte do seu mundinho radiante, porque eu sei ser feliz, e do seu mundo a noite fica tão bonita....
Aí desisto de desistir, e começo a pensar em você do mesmo jeito de antes. Eu não sei lidar com a responsabilidade de esconder meus sentimentos. Sou uma neurótica, louca, doente, paranóica. Mas me cansei e desisti de ser assim. Quero jogar essa máscara fora, e poder saltar e ter a certeza de que meu coração está no mesmo lugar, paradinho, porque ele finalmente te encontrou de verdade, e nós estamos andando pelo matinho verde do interior, porque a vida é simples, só falta você pra descomplicar...

sábado, 7 de junho de 2008

Só pode ser KARMA!


Andando na rua com o meu amigo, discutíamos o motivo de haver tantas pessoas injustiçadas. Terça feira mesmo, fui assaltada e roubaram um dos meus bens materiais de que mais gostava. Por quê tudo isso? Tantas pessoas ruins, que espalham o mal por aí, e nunca levam uma punição. Tantas pessoas boas, que sofrem, sofrem e sofrem, sem terem feito nada demais para tanto sofrimento e dificuldade. Por quê? A resposta que chegamos foi o maldito Karma.
Para quem não sabe, Karma significa ação, e é usado como um termo religioso. Nas seguintes religiões: Espiritismo, Hinduísmo e Budismo. Usada em contextos diferentes, o carma tem o mesmo significado para todos. Significa que para toda ação, existe uma reação. Se foi praticado o mal, receberá todo esse mal em intensidade igual. Se praticou o bem, receberá em intensidade igual o bem que foi feito.
Então porquê tanto sofrimento nessa vida, se nunca cometeu um “pecado grave” como assim dizem os padres e a minha avó. A resposta é simples, mas ao mesmo tempo confusa, contraditória e digamos que, um tanto quanto injusta. Na doutrina espírita, acredita-se que somos espíritos imortais encarnados, e herdamos o karma graças a encarnações anteriores.
Entendeu? Não? Explico melhor então: Suponhamos (só uma hipótese, pelo amor de Deus não me encham o saco com comentários), que em sua vida passada, você fôra um bandido, que matara várias pessoas inocentes. Nessa vida, você pode ter um castigo, que pode ser resumido como uma “desgraça” (no popular para facilitar).
Difícil argumentar, afinal, quem somos nós para sabermos o que realmente acontece. Só espero que o ladrãozinho, faça bom proveito do meu iPod que nem terminei de pagar. Mentira, espero que ele venda por 100 reais, compre cocaína demais, e se mate em um dia. Puts, será que SÓ DESEJAR o mal, traz coisas ruins?

sábado, 31 de maio de 2008

Eu já fui beijada

Dias dos namorados chegando, e sim, estou revoltada por estar solteira! Hahaha. Por isso, melação de volta, pelo menos por enquanto.

Hoje na Globo passou aquele filme clássico dos anos 90, que todas as menininhas desejam ver e viver: Nunca fui beijada. O filme é um clichê maldito e que te faz ter uma pontinha de inveja e esperança (principalmente se você está solteira, sem programa para um sábado de tarde super frio).
Está certo, ninguém mais no mundo “empaca” a vida a fim de encontrar o verdadeiro amor. Ninguém mais espera (sem ser de ninguém)a pessoa certa, que na hora do beijo, te leve as nuvens sem tirar os pés do chão, que te faça esquecer o mundo ao seu redor por no mínimo 60 segundos, e que te faça lembrar deste momento todos os dias.
Eu já fui beijada, agarrada, chutada. Pelo menos, quatro de tantos idiotas por aí, já juraram e já foram jurados de amor eterno. Foi gordo, magro, careca, cabeludo, de dreads, de moicano, franja, cheio de piercing, tatuagem, burro, inteligente, rico, gênio...
Já chegou em casa achando que tinha finalmente achado alguém muito especial, e no fim descobriu que tudo não passou de uma bela confusão do seu coração burro? Já afirmou quantas vezes que nunca mais iria beijar/gostar de alguém na vida? Quantas vezes quebrou essa afirmação e se sentiu a pessoa mais feliz do mundo?
Eu já fui beijada, e me arrependi em uma semana. É claro, ilusão é comum. Logo, é comum você achar o mundo açucarado e lindo, e depois quebrar a cara, porque ele não foi a pessoa certa que você achou que fosse.
Nunca reclamei de não ter o achado ainda, mas se pudesse pedir, pediria-o agora mesmo, afinal, é tão chato ter que te esperar tanto.
Esperar o meu moreno, alto e branquinho. Do cabelo super preto, da sua tattoo linda nas costas e do seu modo correto e inteligente de agir e de se comunicar. Do seu bom humor contagiante e do seu carisma. Dos seus olhos grandes e felizes, do seu jeito educado e compreensivo. Da sua vontade de viver...
Não, isso não é um anúncio na internet para encontros, até porque sou um fracasso para encontros as escuras. É só uma tentativa de não esquecer o que venho procurando todas as vezes que apoio meu rosto no peito de alguém.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Amizades contadas


Me perdoem o tempo sem postar, mas a inspiração não estava colaborando. Só textos tristes. A má fase passou com o meu piercing no nariz (sim, Denise Peres com piercing no nariz). Quero agradecer a Lu e a Nat, por irem comigo, pela Lu que falsificou umas coisinhas com muita agilidade e por ter segurado a minha mão, e pela Nat que deu de presente meu piercing. E preconceituosos, que acham que piercing é coisa de maloqueiro e blá blá blá, chispem fora do meu blog imediatamente. Não quero pessoas “quadradas” lendo minhas idéias. E a propósito, amanhã tem texto sobre felicidade (esse vai ser muito melhor do que o de hoje, garanto) Beijos as pessoas que por aqui passam, vocês são realmente uns amores.

Por volta de um mês atrás, indo para escola, escutei uma mensagem muito bonita no rádio, da qual se referia a amizade. O conteúdo era simples, mas tinha uma pergunta que intrigava e que até hoje, não saiu da minha cabeça: Quem carregará o seu caixão?
Pergunta boba, sem nexo e um pouco infeliz. Mas sério. Não sei vocês, mas não quero um semi-desconhecido me levando para o buraco (literalmente). Então, fiquei pensando nisso. Afinal, será que tenho ao me lado pessoas realmente de confiança? E com essa minha mania de pensar demais, lembrei-me de todos os meus amigos, ou pelo menos, todos os conhecidos na face da terra que eu pudesse confiar.
O resultado, como a maioria aqui já sabe, foi pior do que esperava. Em uma folha de papel, cuja a mesma lotou de nomes estranhos, só 10 nomes no máximo dos máximos, salvaram-se.
É engraçado saber que no meio de tantas pessoas, estar sozinho é mais fácil do que se imagina. Um tanto quanto irônico saber que a maioria das pessoas só quer exibir, achando que quando se tem dinheiro, status social, e alguém para apenas “chamar de amigo”, tudo é perfeito.
Não que eu esteja criticando, até porque, não poderia, já que a maioria das pessoas fazem isso, até mesmo involuntariamente.
Mas desde criança você é educado para atrair pessoas, ser simpático mesmo que não queira e contar mentiras para não sair “feio na foto”. Afinal, quanto mais pessoas você atrair para o seu círculo de amigos, maiores são as chances de você ser feliz. O que importa é quantidade, e não qualidade. Certo? Errado.
Conte verdades por mais doloridas que possam ser. Magoe se for para ensinar, brigue se for para alertar, seja feliz com o mínimo de amigos VERDADEIROS que tiver, e não se esqueça, são em horas difíceis que conhecemos as pessoas mais verdadeiras.
Como diz o Grande Vinícius de Moraes: A gente não faz amigos, reconhece-os.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Suicídio social existe mesmo?


Primeiramente, gostaria de agradecer aos comentários do último post. Fiquei extremamente feliz em saber que vocês estão gostando do blog, ou pelo menos perdendo o tempo de vocês me elogiando. Haha, fiquem sabendo que sou muito grata a todos os elogios aqui recebidos, e só para constar: críticas são muito bem-vindas também!
Sei que o momento está propício a coisas boas, mas ainda estou meio “de morte” pelos últimos acontecimentos (velório e tal). Então se estiver sendo um tanto quanto “trágica” essa semana, me perdoem por favor!


Estou acabando de ler Veronika decide morrer, trata-se de um livro que tem como tema principal o suicídio. Fico me perguntando todos os dias se o mundo muda muito rápido, ou se as pessoas já não tem mais personalidade própria.
Em alguns momentos do meu dia (quase o dia inteiro), me pergunto o porquê de tudo estar de cabeça para baixo. São pessoas se matando por motivos banais, outras pessoas hipócritas a ponto de não quererem enxergar o que acontece bem debaixo do próprio nariz, e outras que se contentam colocar no Orkut uma foto de um menininho da Africa morrendo de fome. Detalhe: Acham que estão abafando e são a própria ONU.
Em falar em Orkut, já percebeu que depois da invenção dele, o mundo inteiro se ama? Pois é. Depois do Orkut, os churrascos, as festas, a escola, são perfeitos. Você ama seu vizinho que acabou de se mudar, você tem foto com o amigo que é sobrinho da irmã da sua prima (e se dizem melhores amigos). Você vive o mundo intensamente em frente a um computador, e você é hipócrita a ponto de acreditar em tudo isso.
É sério, sei que não adianta falar, mas só queria saber onde foram parar as rodinhas de amarelinha, as conversas entre amigos, a famosa frase “tenho que estudar para passar no vestibular”.
Gente normal as vezes me cansa por isso. Todos fazem questão de seguir um padrão e se dizem “normais” por isso. Mas desde que me conheço por gente, ser normal, é ter personalidade própria. Mas se para o resto do mundo, ter personalidade própria é sinônimo de loucura, será você um robô alienado, ou um louco indignado?




P.S.: Amanhã, texto para Nat.

sábado, 17 de maio de 2008

Um dia de morte


Dentro do carro, lendo Vêronika decide morrer, acompanhava minha família em um enterro. Que porcaria de sábado, repeti não sei quantas vezes isso. Enquanto todos estavam fazendo algo interessante, ou apenas fazendo nada interessante, estava eu a caminho de um enterro. Que bela merda (desculpem-me o vocabulário).
Um bom programa para um sábado a tarde, não? Um enterro, há duas horas de minha casa. Em Guarulhos! Isso é lugar de se enterrar alguém? Aonde Judas perdeu as botas. Um lugar muito bonito, isso não posso negar. Porém, um pouco estranho, já que não havia túmulos (aquele tipo de cemitério com grama, em vez de túmulos). Parecia que eu estava pisando nos mortos, sensação terrível.
Não gosto de ir a velórios pelo simples fato de sentar no sofázinho preto e ficar filosofando sobre a vida. Enterros me fazem por o pé no chão. São como um aviso: “Alô, faça algo produtivo, seu tempo pode se esgotar a qualquer momento”. Pode ser um tanto quanto pessimista pensar isso, mas tem lá seu fundo de razão.
O que você faz da sua vida? Já teve vontade de dizer “eu te amo” (sincero) para alguém, mas preferiu dar as costas e sair andando? Poderia ser uma vida tão vivida, mas passa a ser vegetada, pelo simples comodismo.

Ah, e para completar a minha desgraça, ainda me apresentaram um rapaz com o dobro do meu tamanho, que só faltou ENTERRAR a cabeça no buraco do caixão. Será que eu estou tão encalha assim, pra me empurrarem até no velório? Esse sábado foi mesmo de morte...